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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Preto

Célia Gil

(imagem do Google)

Cor de contrastes…
A negro pinto a fome
que consome tanta gente,
cada vez mais gente…
Pinto os meus amigos de África
que me faziam rir,
meus companheiros de brincadeiras.
Pinto o luto,
espelho da escuridão da alma
que sofre com a perda de alguém.
Pinto uma longa e bela trança,
negra-azulada
a escorrer brilho por ela.
Pinto a terra fértil
onde proliferam árvores de fruto.
Pinto a diferença,
o racismo, a xenofobia.
Pinto a noite,
os sonhos e as ilusões,
as paixões dos amantes,
a inspiração…
                    Célia Gil

domingo, 8 de maio de 2011

Amarelo

Célia Gil

(imagens do google)
A amarelo pinto a força
derramada por raios de sol sorridentes,
tocando as plantas com uma cálida carícia,
após um duro inverno,
fazendo-as abrir um sorriso
que os recebe de pétalas abertas.
A amarelo pinto a vitória,
a garra, a coragem, o optimismo.
Pinto a janela do meu quarto
quando brilha a madrugada.
Pinto o meu sorriso,
o teu sorriso,
o nosso amor fortalecido.
Pinto a minha pele
quando recebe os primeiros raios de sol,
ainda arrepiada pela brisa da aurora,
mas reconfortada pelo morno aconchego.
Pinto as searas
que se deleitam ao vento trigueiro.
Pinto o narciso silvestre,
frágil, pálido, mas intenso,
que cobre as encostas verdejantes
de salpicos amarelos
que beijam a verdura
que vem com a chuva
secando ao sol.
Pinto Apolo
e a sua magnitude.
Pinto a fruta madura e suculenta.
A amarelo pinto a própria vida!
                                                  Célia Gil




sábado, 30 de abril de 2011

Azul

Célia Gil

(imagem do Google)

Abro a minha mente

a um vasto mar azul.

Pinto a frescura que sai do céu

e se dilui no mar

e sinto-me em paz comigo.

Bebo a inspiração que me toca

com a magia do azul

e sinto as ideias fluírem

numa profusão de palavras

que exteriorizo

com clareza intuitiva.

A azul pinto a lealdade,

a sabedoria, a confiança,

a inteligência, a verdade,

a eternidade e a confiança.

Pinto a vastidão de céu,

a fé que bebo em Deus,

a plena vivência de tudo

e a procura da perfeição.

A azul mato a sede mental,

bebendo um refrescante

copo de inspiração.
                           Célia Gil

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Verde

Célia Gil

(imagem do Google)

Com suavidade, embebo o pincel
em vários tons de verde.
Começo pelos montes
que se estendem numa planície verdejante,
onde se aconchegam os pássaros
à procura de flores para beijar.
As árvores erguem ramos frondosos
que se estendem para se deixarem abraçar
pelos quentes raios de sol.
O musgo enfeita a pedra nua,
cobrindo-a com o seu manto de vida.
Quase sinto a brisa sobre a pintura
trazendo o aroma da verdura.
Um leve tremor do corpo
vem da frescura dos arbustos
que contornam o rio que flui.
Tudo é vida e magnitude
e a minha alma sorri,
verde de esperança.
                            Célia Gil

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Vermelho

Célia Gil

(imagem do Google)

A vermelho pinto o sangue

derramado em guerras inúteis,

o erro destacado.

Pinto também a paixão,

a chama que acalenta,

o desejo que devora o coração.

Pinto os elos de ligação

entre as artérias da vida,

pinto um campo de papoilas

nos montes primaveris.

Pinto as cerejas maduras

no início do Verão.

Pinto o vestido sensual,

que arrasa um coração.

Pinto a força e a coragem

dos cravos da revolução.
                                  Célia Gil

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