(imagem do Google)
A negro pinto a fome
que consome tanta gente,
cada vez mais gente…
Pinto os meus amigos de África
que me faziam rir,
meus companheiros de brincadeiras.
Pinto o luto,
espelho da escuridão da alma
que sofre com a perda de alguém.
Pinto uma longa e bela trança,
negra-azulada
a escorrer brilho por ela.
Pinto a terra fértil
onde proliferam árvores de fruto.
Pinto a diferença,
o racismo, a xenofobia.
Pinto a noite,
os sonhos e as ilusões,
as paixões dos amantes,
a inspiração…
Célia Gil
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