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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Incertezas

Célia Gil
(imagem do Google)

Não há certezas. A minha certeza não é a mesma dos que me rodeiam. Quantas vezes já ouvi afirmar peremptoriamente, “tenho a certeza de que o meu filho é educado!”, quando eu sei, na minha certeza, que “tenho a certeza de que é um miúdo mimado e impertinente.”

Não suporto certezas atiradas ao acaso num universo de dúvidas.

Tive quem me dissesse, em dada ocasião da vida, “tenho a certeza de que a tua mãe vai vencer a doença!” E eu acreditei de tal maneira que me recusei acreditar que não havia nada mais incerto, porque não havia mais nada a fazer.

Sei que não é por mal. Tendemos a afirmar “De certeza que vais conseguir!”, “Tenho a certeza que vai correr tudo pelo melhor!” ou “Tudo vai melhorar!”, “Vais, com toda a certeza, superar essa fase pior da tua vida!” porque gostamos de dizer aquilo que sabemos que os outros vão gostar de ouvir.

Tantas certezas, mas nem Deus tem essas certezas todas, porque o ser humano se vai encarregando de destruir as Suas certezas. Daí os acontecimentos inesperados, a revelia da natureza, as grandes tragédias…

Não há certezas de nada. O mundo é feito de incertezas que nos encaram de frente, de dúvidas que não conseguimos resolver de forma definitiva e de surpresas que irrompem nas nossas vidas sem avisar.
                                Célia Gil

terça-feira, 17 de maio de 2011

O poeta é uma criança de espírito

Célia Gil
(imagem do Google)

Este vídeo com um fado dedicado a Fernando Pessoa é apenas um mote de homenagem a todos os poetas que ainda sonham e nos fazem sonhar!
 
    Na infância os sonhos são formas de comunicação e processos de aprendizagem.
    Os contos preenchem o imaginário e as crianças vivem pensando que um dia tudo acabará bem como nos contos de fadas. Surgirá o príncipe ou a princesa ansiados. Os maus serão punidos e os bons recompensados, porque haverá sempre uma fada madrinha para amparar e proteger das quedas.
    Os olhos de uma criança têm o condão mágico de tudo transformar e o mundo ganha uma dimensão maior, um brilho mais destacado e uma beleza que brota da inocência dos corações.
    O poeta não perde totalmente a criança que há em si, ainda tem olhos mágicos que lhe permitem tornar o mundo num lugar melhor, ainda observa a mesma paisagem de sempre como se fosse a primeira vez. Ainda ama de forma total e plena. Ainda acredita no futuro da Humanidade.
    O poeta é uma eterna criança de espírito!
                                                                     Célia Gil

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