quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sou imperfeita

Célia Gil
(imagem do Google)

Não me digas que sou a perfeição
Porque sabes bem que isso é falsidade.
Não digas que tenho o mundo na mão
À doce ilusão prefiro a verdade.

Deixa-me admitir que sou imperfeita,
Deixa-me acreditar que eu sou assim.
Não quero ser a escolhida, a eleita
Mas dar o que guardo dentro de mim.

Quero aprender com os erros e crescer,
Nos erros o castigo merecido
Para com eles eu amadurecer.

Quero levantar-me quando cair,
Deixar o erro sempre corrigido
Para conseguir erguer-me e seguir.
                                          Célia Gil

terça-feira, 5 de julho de 2011

Personagem do livro

Célia Gil
(imagem do Google)

Sentada debaixo deste pinheiro,
de frondosos ramos que me abraçam,
suspiro, aspiro
absorvo o mundo inteiro.
Do meu lado direito
estendem-se os vales
que dormem ao calor da tarde.
A erva ondula-se,
insinua-se
à passagem serena da brisa.
Acordo da letargia,
pego nos óculos e no meu livro
e mergulho na fantasia.
Já sou eu a correr pelos vales,
a erva o meu cabelo a ondular,
levantado pela brisa a soprar.
E tu, meu príncipe,
já corres para mim,
me abraças loucamente,
por baixo do pinheiro do amor.
Sou a heroína do livro,
a bela mulher do romance.
E, de olhos fechados,
altero a história,
vivo o suspense,
sinto o sabor da vitória.
E é a brisa
que me sopra nos ouvidos,
me conta que tudo foi um sonho.
Desperto, de novo, para a vida.
                                   Célia Gil

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Futuro

Célia Gil



Desta vida levas o que plantaste.
Bem ou mal edificas o futuro.
Levas o Bem se acaso o semeaste;
o mal, se acaso o bem tornaste impuro.

E quando a coragem quiser fugir,
algema-a e mantém-na em teu poder,
só assim conseguirás construir
o que da tua vida queres fazer.

À coragem uma pitada de paixão
junta, sem esquecer de misturar
persistência, engenho, arte e coração.

Faz de ti tudo o que mais desejares,
para que te possas sempre orgulhar
ao colheres tudo quanto plantares.
                                        Célia Gil

sábado, 2 de julho de 2011

Stresse

Célia Gil
(imagem do Google)
    
      O stresse, a pressão do trabalho excessivo, deixam-nos perdidos, desorientados. Depois, passamos à fase da negação, em que não nos conformamos, rabujamos, refilamos e arranjamos todos os pretextos para fugir ao inevitável. Até as tarefas que mais desgostamos, como algumas tarefas domésticas, se tornam apetecíveis soluções para não enfrentarmos a realidade. Finalmente, enquanto nos dispersámos a digerir o inevitável trabalho que deixámos à espera, a consciência começa a morder-nos até parecermos “baratas tontas”. É aí que resolvemos enfrentá-lo, nos sentamos e fazemos face às dificuldades. Absortos, sem ver mais nada, numa árdua dedicação à tarefa inadiável. E só quando acabamos é que alguém se nos pode dirigir sem estar sujeito a um grito de desabafo ou a um não à interrupção.

     O que é mais estranho no meio de tudo isto é que, no fim, sentimos o orgulho da tarefa hercúlea concretizada. Mas longe de nos sentirmos completamente realizados, parece que esta missão deixou um vazio.

     O stresse é uma força impulsionadora e que dá sentido à vida. Sem ele esta seria monótona e vazia de objetivos.

                               Célia Gil


Participação em concurso

Célia Gil

Estou a participar no concurso 5.ª Pena de Ouro, organizado pela amiga Lindalva, com o poema "Perdi o meu sorriso", se gostar do poema não se esqueça de votar! Para ler o poema basta clicar no selo que vai directamente para o Ostra da Poesia. Nesse blog tem uma portinha do lado direito com as poesias!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mulher fantoche

Célia Gil

(imagem do Google)


Todos se viram quando passas,
boneca vestida de trapos requintados,
lábios vermelhos, olhos carregados,
como enganas e como enlaças!

Cabelo negro, com extensões de veludo,
Chapéu de lado, acetinado,
Lábio de botox carnudo
Com gloss vermelho carregado.

És toda tu provocação,
cada milímetro pensado,
e no semblante enfeitado
não reflectes emoções.

És boneca ausente de sentimentos,
enfeitada com deboche,
que de tanto embelezamento
perdeu a vida e virou fantoche.

Fantoche telecomandado
que criou um ser inexistente
e com beleza aparente
nada pensa, nada sente
é mais um ser enlatado!
                               Célia Gil


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