domingo, 21 de agosto de 2011

Encontrei o meu ninho

Célia Gil
(foto daqui)

Sei de um lugar
onde moram as ilusões
onde bailam as emoções…
Sei de um lugar

Sei do lugar
onde o meu coração respira alegria
onde desperta a minha fantasia…
Sei do lugar

Sei que o nosso lugar
é e será sempre o nosso ninho de amor
longe da dor e do dissabor
porque é o nosso lugar!
                              Célia Gil

  (Poema inspirado na minha casa nova. Junto-lhe uma prece: que Deus nos proteja sempre e nos permita sermos felizes neste nosso novo ninho de amor!)

sábado, 20 de agosto de 2011

Os teus olhos

Célia Gil
(imagem do Google)

Viajo nos teus olhos,
que me levam onde nunca fui…
Vejo-me neles
voando ao sabor do vento,
livre do mundo opressor,
livre em alma e pensamento.
Mas os teus olhos
não encerram apenas
a minha liberdade,
a minha auto-estima,
a minha beleza,
todo o meu ser…
Quantas vezes,
nas minhas viagens,
encontro o abismo
e voo em direção ao precipício?
Quantas vezes
me vejo neles
frágil como uma pluma?
Quantas vezes
ignoram a minha beleza
e bebem de outras belezas
fazendo-me sentir pequenina?
Neles moram as contradições
que confundem os meus pensamentos.
Neles brilha a indecisão
que me faz vacilar antes de me entregar.

Mas, apesar de tudo,
continuam e continuarão sempre
a ser as janelas do meu coração.
                                        Célia Gil

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Fotos das férias

Célia Gil
Na rota do Algarve. Aqui ficam algumas fotos:
Alvor em todo o seu esplendor
O meu marido contemplando a vastidão do oceano:


O céu da Marina de Alvor, repleto de gaivotas:



Em Monte Gordo, um mar semeado de gaivotas:


Pelos jardins de Monte Gordo:



A Praia Verde, com recantos e encantos:


Albufeira, com os seus olhos de água doce, que brotam no areal banhado pelo mar:



As esculturas em areia no Fiesa ,em Pêra:







E, para finalizar, Portimão, a Praia da Rocha:
com as suas águas translúcidas:



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Carta a Deus

Célia Gil

(imagem do Google)

Hoje, um dia especial, em que a minha mãe fazia anos se estivesse viva, quero deixar uma carta com a minha "luta" interna com a descrença:
                                                                                                                  Fundão, 17 de Agosto de 2011


Meu Deus,

Tenho adiado esta minha conversa Contigo, mas era inevitável. Escrevo-Te porque necessito de o fazer. São muitas as dúvidas, as perguntas que a vida me foi colocando. Quem sou eu para Te julgar? Quem sou eu para Te desacreditar? Só quero perceber…

Ao longo da vida, esta “escada sem corrimão” (David Mourão-Ferreira), vamos passando por tantas provações…E somos humanos…Erramos, nem que seja em pensamento.

Fui educada na religião católica, não praticante, porque os meus pais não iam à missa. Apesar disso, e como as minhas avós eram muito devotas, fiz o batismo, a primeira comunhão, o crisma e o casamento na Igreja católica. Mas sinto que não o fiz com aquela entrega espiritual que vejo em muitas pessoas. Fi-lo com algum desprendimento, sem me identificar muito com os preceitos. Quando me ia confessar, chorava imenso, porque tinha de arranjar pecados para me penitenciar e sentia-me a criança mais suja de toda a humanidade. Saía da confissão com um sentimento de culpa que me pesava na alma.

Quando o meu pai adoeceu, eu quis acreditar em Ti com todas as minhas forças e rezei muito, com toda a devoção que podia. Mas foi em vão… Aos 49 anos o meu pai faleceu de doença prolongada. Fiquei triste, mesmo até zangada, porque me mentalizei de que nada fizeste para o evitar, não ouviste as minhas preces. Questionei-me sobre as razões que Te levaram a levá-lo tão cedo e não outras pessoas más e cruéis que cá ficaram a estragar a vida a tanta gente.

Quando, passados 8 anos, a minha mãe adoeceu, quis perguntar-Te o que de tão mal tínhamos feito para merecer tamanha desgraça.

Num dos momentos posteriores a um tratamento de quimioterapia feito pela minha mãe, enquanto se restabelecia no quarto, às escuras, de onde não conseguia sair durante dois dias, faleceu, no quarto ao lado, o meu avô, pai da minha mãe, vítima também de doença prolongada, com 74 anos. Aos 55 anos a minha mãe faleceu, vítima de doença prolongada.

Apeteceu-me gritar contigo no alto de uma montanha. Senti-me só, desamparada e, como filha única, senti que me estavam a cortar as minhas frágeis raízes. Porquê? Porquê Deus meu? Porquê os meus pais, que nunca fizeram mal a ninguém?

E aí rompi quase definitivamente Contigo e tornei-me descrente.

Quando os meus filhos fizeram a primeira comunhão e quiseram sair da catequese, eu não tive argumentos para lhes dizer que continuassem, se eu própria quase não ia à Igreja, se quando ia me sentia fora do meu mundo.

Sabes, criei o meu mundo de descrença onde Tu não tinhas lugar. Mas como pessoa esclarecida que sou, sei que Te nego e Te desejo.

Há em mim uma dualidade de sentimentos. Por um lado, penso que seria mais feliz se Te tivesse na minha vida para me aconselhares, me protegeres da crueldade do mundo e sentir uma Paz que não sinto há muito. Por outro, nego-Te, culpabilizo-Te por tudo o que passei, responsabilizo-Te por não teres feito nada para mudar o rumo ao destino.

Contudo, sinto-me espiritualmente tão só…É como se me faltasse algo, como se tivesse eu de arcar com o peso de todas as responsabilidades sozinha. Mas nem sempre sou a muralha em que me tornei, às vezes fraquejam os pilares em que sustentei a minha existência. E quando estou mais vulnerável, queria poder acreditar que não estou só, que me proteges, me indicas o melhor caminho a seguir.

Quero acreditar em Ti, renascer para a crença, deixar nascer em mim a cristã. Ainda me aceitarás? Permitirás, depois de tantos anos de costas voltadas, que eu comece a acreditar em Ti? Se, como dizem, a Tua bondade é infinita, dá-me um sinal do teu amor e protege-me a mim e aos que mais amo durante o resto da nossa efémera existência. Perdão!

                                                                                                                                                   Célia Gil

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sonho meu

Célia Gil
De regresso, após umas merecidas férias, pronta para enfrentar mais um ano de trabalho!
(imagem do Google)

Por ti, sonho meu,
deixei entrar o sol pela janela,
deixei que me beijasse os olhos
com um bom dia nos lábios.

Por ti, sonho meu,
escondi palavras nas janelas dos meus olhos,
aninhei-as na mente
para as deixar fluir em noites de insónia.

Por ti, sonho meu,
enchi-me de coragem
e roubei as ilusões ao tempo
para me adormecerem nas noites frias,
embalarem a minha sensibilidade,
reforçar a fé
e cultivar a esperança.

Por ti, sonho meu,
guardei as flores dos canteiros
nas cores que me inundam os olhos,
no perfume que me inebria o sono,
num bosque onde a borboleta
se junta ao beija-flor
para saborearem o orvalho
recém criado nas verdes folhas.

Só por ti, sonho meu…
                                       Célia Gil



Coprights @ 2017, Histórias Soltas Presas Dentro de Mim Designed By Templatein | Histórias Soltas Presas Dentro de Mim