(imagem do Google)
que adormeceu nos meus olhos,
restituí-la às coisas mais simples,
dar-lhes novo brilho,
vesti-las de borboletas,
borrifá-las com aromas inebriantes,
numa purpurina de vida.
Quero despertar a poesia
que a azáfama do dia a dia
ousou roubar.
Desenhar um novo brilho nos olhos,
alongar o sorriso que vem de dentro
e deixá-lo contemplar tudo
como se fosse a primeira vez.
Quero despertar a poesia
que esqueci debaixo da almofada
quando me esqueci de sonhar.
Deixá-la divagar,
rodeada dos seus duendes e fadas,
de florestas, frutos e flores,
de paixões, desilusões,
de amores e desamores,
mas…repleta de emoções!
Célia Gil
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