Após um final de semana muito trabalhoso, a ultimar a mudança de casa, regresso ainda a meio gás, com net provisória, para ler uns textos e deixar mais um poema!
(imagem do Google)
Tão breve a vida...
Não quero desperdiçá-la
sem passar por ela,
deixando-a escapar
ao passar a seu lado.
Anseio cantá-la
em suaves ou alegres melodias,
com alma, com paixão, com coração,
num slow, numa música romântica,
numa valsa, num ballet clássico;
seja ainda numa batida louca
de um rock and roll ;
seja ainda num som sensual
de uma lambada ou Kisomba...
Não quero passar pela vida
sem vida, sem batida, sem som...
Qual flor murcha antes do tempo,
qual pássaro que perdeu o canto
qual comodista em monótona vida,
qual princesa em redoma de vidro.
A alegria que construímos durante anos
não pode esvair-se com as palavras ocas
de quem gosta de nos ver sofrer.
A amargura que esperam ver em nós
só pode servir de estímulo para a indiferença
para com quem nos quer vergar
e para criar novas forças
que nos permitam
viver a felicidade
em plenitude!
Célia Gil