quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Janelas da vida

Célia Gil

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Rostos que contam histórias de amor

Célia Gil
(imagem do Google)


Rostos que passam,
pessoas que vão
ou que marcam...
E em cada rosto
uma história de amor diferente.
Alguns têm sorrisos
de amor que pinta de cor
as paredes da alma,
olhos cintilantes
de quem rodopia no céu
em voos de alegria
por entre estrelas cadentes
a abrilhantar o seu dia.
Faces flamejantes em harmonia,
emoções que vão mais além
de corpos em sintonia.
Em palavras trocadas,
em pensamentos partilhados,
em histórias vivenciadas
e em segredos guardados.
Outros perderam a cor
e o brilho dos olhos
em desilusões de amor,
sonhos desfeitos em gestos,
ilusões perdidas em palavras amargas
ao virar da esquina da vida.
E os indiferentes,
ao amor renitentes,
em conflito interior
com o seu desamor.
Rostos espelho de sentimentos,
retrovisores espelhando amores
e denunciando desamores.
Poucos rostos que marcam
por entre tantos que passam...
                                          Célia Gil

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"Carpe diem"

Célia Gil
Após um final de semana muito trabalhoso, a ultimar a mudança de casa, regresso ainda a meio gás, com net provisória, para ler uns textos e deixar mais um poema!

(imagem do Google) 



Tão breve a vida...
Não quero desperdiçá-la
sem passar por ela,
deixando-a escapar
ao passar a seu lado.
Anseio cantá-la
em suaves ou alegres melodias,
com alma, com paixão, com coração,
num slow, numa música romântica,
numa valsa, num ballet clássico;
seja ainda numa batida louca
de um rock and roll ;
seja ainda num som sensual
de uma lambada ou Kisomba...
Não quero passar pela vida
sem vida, sem batida, sem som...
Qual flor murcha antes do tempo,
qual pássaro que perdeu o canto
qual comodista em monótona vida,
qual princesa em redoma de vidro.
A alegria que construímos durante anos
não pode esvair-se com as palavras ocas
de quem gosta de nos ver sofrer.
A amargura que esperam ver em nós
só pode servir de estímulo para a indiferença
para com quem nos quer vergar
e para criar novas forças
que nos permitam
viver a felicidade
em plenitude!
               Célia Gil

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Um novo capítulo

Célia Gil


Vou virar mais uma página
na minha vida.
Iniciar um novo capítulo,
dar-lhe um título criativo
e torná-lo atrativo.
As personagens serão as mesmas,
só que modeladas
num crescente de felicidade
e de cumplicidade.
O espaço, esse mudará.
O cenário urbano amenizar-se-á
com uma vista sem fim para a serra
em quilómetros de verdura.
Um “locus amoenus”
que semeará a paz
no âmago das personagens.
O tempo, esse deixará de ser
meramente cronológico
e passará a ser o nosso tempo,
o tempo sonhado,
o tempo psicológico.
Este capítulo não encerrará o livro.
O fim só a própria vida o saberá
e só Deus o escreverá.
                      Célia Gil


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