(imagem do Google)
Não quero existir pela metade,
apenas para ponderar,
aceitar e interiorizar regras.
Quero poder crescer
com os erros que possa cometer.
Não quero existir para me retrair,
pensar sempre antes de agir,
ver se posso sorrir.
Quero sorrir quando me apetecer
e agir sem pensar,
sem que venha a punição,
o castigo, a má cara, a zanga.
Não sou perfeita!
Quem o é?
Errar é simplesmente humano.
Quero que aceitem o meu erro
como um passo natural do meu percurso,
com um sorriso
e não de cara fechada
à espera da perfeição.
Julgar só Deus o fará
no juízo final.
Quem ama aceita o erro,
aconselha, não exige;
perdoa, não ofende;
compreende, não magoa;
fala, não ignora;
sorri, não “prende o burro”;
e ama, sobretudo ama,
porque amar é gostar
para além de todos os defeitos.
É aceitar a pessoa como ela é.
Não é um ato egoísta,
não é uma exigência,
não é uma imposição.
É chorar quando o outro chora,
porque o amor está acima de qualquer
sentimento comezinho e egoísta.
Amar é amar-se a si e ao outro por igual,
formando um só ser.
Célia Gil
Célia Gil
11






