segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vazios

Célia Gil



(imagem do google)

Há vazios que nos invadem,
nos preenchem de tal maneira,
que nos perdemos neles.
E quando queremos sair
estamos enlaçados e abraçados por eles,
numa prisão de sentimentos ausentes.
Abomino vazios…
Quero-me grávida de sentimentos e emoções,
sempre prontos a nascer a qualquer momento.
O que quer que seja será sempre melhor,
porque será vida…vitalidade...
Abomino vazios
que nos fazem perder momentos
esquecer quem somos
ignorar para onde caminhamos
e nos invadem, tomando-nos   nos braços
preenchendo a mente, esmagando o ser…
Prefiro a consciência, ainda que dura e cruel
a essa prostração improfícua,
a essa antecipação da morte.
Quero viver!
Quero sentir
os músculos, as veias, o sangue,
a lágrima quente, o sorriso espontâneo,
a fome, a sede, a náusea, o desejo…
cada ínfimo acontecimento como se fosse o último…
Quero existir!
                                              Célia Gil

domingo, 6 de novembro de 2011

Leite creme

Célia Gil


Hoje não vou postar um poema, sinceramente estive numa lufa lufa toda a manhã, à volta de roupas e dos tachos. Por isso, vou limitar-me a postar uma receita do leite creme que fiz:


Ingredientes: 2 litros de leite
                    6 gemas
                    4 colheres de sopa de farinha maisena
                    1 chávena de açúcar
                    1 pau de canela
                    1 casca de limão
Preparação: Coloca-se o leite com a casca de limão e o pau de canela a ferver.
                   À parte, numa tigela, batem-se as gemas com o açúcar, um pouco de leite e a farinha maisena.
                 Depois de o leite ferver, retira-se o pau de canela e a casca de limão e, com uma concha, começa a envolver-se o leite fervido no preparado dos ovos, pouco a pouco para não cortar as gemas. Depois de tudo bem envolvido, coloca-se no tacho onde ferveu o leite e vai ao fogão, mexe-se lentamente e em lume brando até engrossar e ferver.
Coloca-se numa taça bonita e, por fim, polvilha-se com açúcar e, com o ferro próprio, queima-se por cima até ficar uma camadinha de açúcar estaladiço.

Espero que gostem! É fácil e delicioso!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Porque somos humanos

Célia Gil


(imagem do google)


Erramos vezes sem conta,
julgamos sem que o devamos fazer,
comentamos o que não nos compete comentar,
opinamos o que não temos de opinar…
Porque somos humanos.
E porque somos humanos
somos imperfeitos
a ambicionar a perfeição,
a convencermo-nos de que somos perfeitos,
a pensarmo-nos perfeitos,
a agirmos como perfeitos,
a julgarmos imperfeitos apenas os outros.
Necessidade de afirmação?
Ambição humana?
Convicção?
Quais os fundamentos
para essa afirmação,
ambição e convicção?
Porque somos humanos.
E porque somos humanos,
cada vez mais devemos aceitar
a nossa imperfeição.
Só assim poderemos tentar superá-la,
paulatinamente.
Conhecer as nossas fraquezas
para realçar as qualidades,
reconhecer os nossos pontos fracos
para enaltecer os pontos fortes.
Porque somos humanos…
                                         Célia Gil



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

As cores do nosso mundo

Célia Gil
Eis mais um poema inspirado no meu mais que tudo, o meu marido:
(imagem daqui)


Quero pintar o meu mundo
com as cores
com que se pinta
a minha paixão por ti.
Quero sorver o chocolate quente
dos teus olhos,
que me aquecem nas noites frias.
Quero deliciar-me
com a cereja suculenta
dos teus lábios.
Quero repousar o meu desassossego
na neve a perder de vista,
que é o teu cabelo.
Quero, contigo, contemplar
o azul intenso do céu
que vislumbramos do nosso quarto,
o esplendoroso amarelo do sol
e o laranja flamejante
da lareira crepitante
que nos aquece os corações
na nossa sala.
o branco puríssimo da paz
que se espraia nos nossos lençóis,
o vermelho fogoso da paixão
que se estende por halls
que abrem portas a espaços de amor
e o verde viçoso da natureza
que se contempla na cozinha
onde primo nas receitas,
requintando sabores ao sabor
do nosso amor.
Quero pintar o meu mundo
contigo e para sempre…
O nosso mundo!
                 Célia Gil

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O segredo

Célia Gil

Imagem relacionada

(imagem do google)


Sinto a brisa marítima
tocar-me as faces, ao de leve,
como uma suave carícia,
uma carícia envolvente.
Escuto-lhe o seu segredo,
o mais íntimo,
aquele segredo só seu.
Sou a pessoa mais feliz à face da terra
sou a eleita nesta partilha íntima.
E o segredo repete-se nos meus ouvidos,
como eco que me embala
nas minhas ilusões.
Deito-me na areia ainda quente do sol,
e dormito nos meus sonhos,
aspirando a brisa
para a prender em mim
e levá-la comigo onde quer que vá.
Sorrio neste estado de semi consciência,
Sinto-me a transbordar de tranquilidade,
Alheio-me de todos os ruídos humanos,
Quero esta tranquilidade só para mim.
Envolvo-me num abraço forte
e, nesse momento, sou só eu,
o mar, a brisa, o aroma da brisa,
… O segredo. 
                                            Célia Gil

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Há momentos

Célia Gil

Resultado de imagem para escrever
(imagem do google)

Há momentos em que uma força poderosa
Mágica e secreta
Nos empurra para a escrita.
Sossegar emoções?
Acalmar o desassossegado coração?
Deixar fluir a alma?
Não há explicação.
Só sei que
Há momentos.
Daqueles que não esmorecem
Que nos impulsionam
Arremetendo de um intenso formigueiro
A mão que escreve
O cérebro que fervilha.
E então é com a pulsação acelerada,
A alma inflamada
Que me espraio nas folhas em branco
Que me enlaço nas palavras
Me quebranto
Me deixo envolver pela força
Dos sentimentos
E tudo porque…
Há momentos!
                     Célia Gil

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