quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Decoração de Natal

Célia Gil
Eu e o meu filho mais novo estivemos a fazer a árvore e o presépio e o resultado foi este:
O pinheiro

nos tons roxo, branco prateado e lilás do hall de entrada, debaixo das escadas.

Nas escadas uma decoração simples.

Junto ao quadro em ponto cruz, feito pela minha mãe e cuja moldura foi pintada pela minha amiga Anabela.

O presépio, feito sobre mecha com luzinhas.


                          E este foi o resultado final!

Que o roxo, que é uma cor que representa a espiritualidade, ilumine a vida de todos neste Natal, com mais amor, entreajuda, paz, saúde e amizade!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Onde esconderam a magia do Natal?

Célia Gil

(imagem do google)

Símbolo de amor e de paz.
Natal, como o nome indica,
é o nosso Lar, o que acolhe.
Mas, de ano para ano,
o sinto mais ausente,
qual vã miragem.
Corro em seu encalço,
suplico-lhe paz, amor e felicidade,
trabalho, segurança e saúde,
fé, otimismo e perseverança.
E o que me traz?
Um mundo às avessas,
que nos vira as costas,
que oprime, subjuga e explora
e não reconhece os que laboram.
Que corta as asas ao otimismo,
e deixa a fé de rastos.
Que, com a miséria, leva a paz,
semeando a discórdia.
Arre!
Que é do mundo com que sonhei?
Que é das ilusões de menina?
Que é da vida que prometeste, Pai?
Que é do mundo? Que é de mim?
A criança que fui chora na calçada,
os sonhos cortaram o cordel e voaram,
as ilusões tenho-as afogado em lágrimas.
A vida atinge o auge do desespero,
o mundo procura-se sem se encontrar,
e eu sou apenas uma ínfima partícula
desta destruição consumada.
Onde estás, Pai Natal?
Que não tens ouvido os meus pedidos,
não tens respondido às minhas cartas.
Quando vejo a meia na chaminé,
sempre com uma esperança renovada,
viro-a do avesso, mas não encontro nada.
E a esperança esmorece,
dando lugar à desilusão.
Ainda assim, quero continuar a acreditar
que um dia, bem no fundo da meia,
tirarei um pequeno caracol da criança que fui,
um novo cordel para não deixar fugir os sonhos,
um sorriso que me seque as lágrimas,
um Tratado de Paz para o mundo,
um botãozinho mágico de saúde.
Aí ficarei feliz,
para sempre, como nos contos de fadas,
e voltarei a acreditar
na magia do Natal!
                                     Célia Gil

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Há poesia entre nós

Célia Gil

Resultado de imagem para poesia
(imagem do google)
Se com um clássico soneto
te dedico o meu louvor,
com ele te abraço
e manifesto o meu amor.

Se com um poema livre
me dizes que me desejas
e me queres possuir,
eu entendo o teu sentir.

Agora, quando te dedico
um
     poema
               que
                     desce
                              assim
visual, ótico, grafemático,
também me entendes a mim.

E no teu poema sonoro
de ahs e ohs construído
nesse mesmo eu adoro
o teu grito e o teu gemido.

É uma sintonia a dois
que escutam, observam,
absorvem e se alimentam
dessa diversificada sinfonia,
numa perfeita harmonia,
que é a poesia.
                                Célia Gil

domingo, 4 de dezembro de 2011

Na vida tudo fica

Célia Gil


(imagem do google)


Aos que dizem que na vida tudo passa
eu reafirmo que tudo fica.
Não fica apenas o sonho,
aqueles momentos únicos e irrepetíveis,
a magia do nascimento de um filho,
o sorriso dos que amamos,
o amor que sentimos retribuído,
as boas notas de um nosso aluno,
a humildade das pessoas em geral,
a fé, a coragem e a determinação,
aquele gesto de nos secarem as lágrimas,
o reconhecimento,
os prémios e as vitórias,
as glórias, as afirmações pessoais,
as concretizações profissionais
e muitas, muitas outras coisas tão boas...
Tudo fica, até as coisas más,
as palavras que magoam,
os sonhos que não se concretizaram,
as palavras que não sairam,
a lágrima que não secou,
o beijo de despedida,
o gesto do adeus,
a culpa e o remorso,
os actos irreflectidos,
os beijos que não se deram,
as palavras que não se disseram,
o caminho por percorrer,
o "amo-te" por dizer,
a carícia por fazer,
as bofetadas dadas à vida,
o comodismo,
os sacrifícios que não se fizeram,
uma lista tão, mas tão infindável...

O que passa somos nós,
irremediavelmente humanos!
E mesmo nós desejamos
ficar, pelo menos, na memória dos que amamos.

De resto, tudo fica, nada passa...
e ainda que passe por fora
dentro da nossa memória,
ainda que sem dia nem hora,
farão parte da nossa história,
da nossa derrota e da nossa vitória!
                                            Célia Gil

sábado, 3 de dezembro de 2011

Sons que marcam

Célia Gil


(imagem do google)

Tenho nos ouvidos o som mais triste,
O uivo de sofrimento em gemido,
O grito cortante de tão sofrido,
Um som que para sempre em mim persiste.

E até no silêncio forte uivo insiste
Em despertar no eu adormecido
Sofrimento tido como esquecido
Mas que está lá e realmente existe.

E dou por mim, em lágrimas perdida
Catadupa escondida em gargalhadas
Da dor que foi dada como esquecida.

Mas esses uivos são em mim facadas
Nos dias em que me sinto ferida
Ego desfeito em desgraças passadas. 
                                                    Célia Gil

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Abraço da noite

Célia Gil
Imagem relacionada



(imagem do google)

A noite espreita sorrateiramente
Pousando-me nos ombros o cansaço,
À espera que repouse no abraço
E separe o corpo da minha mente.

Os sentidos esmorecem levemente
Da energia só resta o estilhaço
Que nos fecha os olhos e pende o braço
Enlaçando-nos progressivamente.

E a nostalgia cresce no meu peito,
Lembranças pintam memórias no breu
Recordando os velhos sonhos desfeitos.

Aquele sonho, aquele sonho meu,
Que foi em tempos um sonho perfeito
Mas que o tempo, por si só, dissolveu.
                                                   Célia Gil

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