
(imagem do google)
Até que ponto conhecemos mesmo as pessoas que julgamos conhecer? E será que as pessoas se dão mesmo a conhecer ou têm um alter ego subterfúgio que esconde os seus verdadeiros desejos, anseios e personalidade? E o que é, afinal, a personalidade? Aquela que se expõe perante a sociedade coincidirá com a que é muito íntima, pessoal e intransmissível?
Quando olho para as pessoas, gostaria de ter o dom de visionar tudo o que não é percetível pela íris dos meus olhos. Gostaria de saber se o pudor, a consciência, a competência que apresentam e exteriorizam corresponde ao que sentem, anseiam e desejam. Mas o ser humano é um mistério e surpreende-nos a cada momento. Nem sempre da melhor forma.
Por trás de um pai de família responsável e trabalhador não está, sobejas vezes, um ser sexualmente perturbado, um ser mentalmente desorganizado e que apenas consegue manter as aparências graças à sua inteligência?! Quantas vezes os crimes mais macabros, as condutas mais reprováveis, as atitudes mais repreensíveis não estão por detrás de uma figura real ficcionada, aparentemente de caráter íntegro e de conduta irrepreensível?
Atenção que o "Lobo Mau" dos nossos dias é um indivíduo desequilibrado, mas suficientemente esperto para fazer crer aos que o rodeiam no dia a dia que é um inofensivo amigo do "Capuchinho Vermelho". Inofensivo ao ponto de super proteger, controlar e não se descontrolar, arranjando desculpas pertinentes e plausíveis e estratégias para ser a vítima e fazer do outro a fera, quando deixa entrever as orelhas ou arregala mais os olhos.
O "Lobo Mau" dos nossos dias é o que percebe de política, fala de cultura, socializa com os vizinhos, acarinha os mais próximos quando é preciso. E repito quando é preciso! A sua afabilidade tem limites e não é despretensiosa. Há sempre o pensar de toda e qualquer atitude, pois nada acontece por acaso.
Por isso, jovens de hoje, cuidado com o "Lobo Mau"!
Célia Gil
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