quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Lobo Mau do século XXI

Célia Gil

(imagem do google)

     Até que ponto conhecemos mesmo as pessoas que julgamos conhecer? E será que as pessoas se dão mesmo a conhecer ou têm um alter ego subterfúgio que esconde os seus verdadeiros desejos, anseios e personalidade? E o que é, afinal, a personalidade? Aquela que se expõe perante a sociedade coincidirá com a que é muito íntima, pessoal e intransmissível?
     Quando olho para as pessoas, gostaria de ter o dom de visionar tudo o que não é percetível pela íris dos meus olhos. Gostaria de saber se o pudor, a consciência, a competência que apresentam e exteriorizam corresponde ao que sentem, anseiam e desejam. Mas o ser humano é um mistério e surpreende-nos a cada momento. Nem sempre da melhor forma.
     Por trás de um pai de família responsável e trabalhador não está, sobejas vezes, um ser sexualmente perturbado, um ser mentalmente desorganizado e que apenas consegue manter as aparências graças à sua inteligência?! Quantas vezes os crimes mais macabros, as condutas mais reprováveis, as atitudes mais repreensíveis não estão por detrás de uma figura real ficcionada, aparentemente de caráter íntegro e de conduta irrepreensível?
     Atenção que o "Lobo Mau" dos nossos dias é um indivíduo desequilibrado, mas suficientemente esperto para fazer crer aos que o rodeiam no dia a dia que é um inofensivo amigo do "Capuchinho Vermelho". Inofensivo ao ponto de super proteger, controlar e não se descontrolar, arranjando desculpas pertinentes e plausíveis e estratégias para ser a vítima e fazer do outro a fera, quando deixa entrever as orelhas ou arregala mais os olhos.
     O "Lobo Mau" dos nossos dias é o que percebe de política, fala de cultura, socializa com os vizinhos, acarinha os mais próximos quando é preciso. E repito quando é preciso! A sua afabilidade tem limites e não é despretensiosa. Há sempre o pensar de toda e qualquer atitude, pois nada acontece por acaso.
Por isso, jovens de hoje, cuidado com o "Lobo Mau"!
Célia Gil

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Deitar os problemas ao largo

Célia Gil
Resultado de imagem para gaivotas

(imagem do google)



Bandos de gaivotas trespassam a minha cabeça
em voos de um azul petróleo estonteante,
e vejo em cada uma um problema que se libertou
e o céu enche-se de milhares de problemas
que se dissipam e parecem tão ínfimos no vasto horizonte.
Se a humanidade pudesse deitar os seus problemas ao largo,
deixando-os voar na vastidão desse céu de amor,
quem sabe eles não se dissipassem de vez
e se transformassem em estrelas abrilhantando a noite
e iluminando toda a escuridão humana...
Quem sabe...
                                                Célia Gil

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Alma ansiosa

Célia Gil

(imagem do google)

Este meu sentir forte e poderoso
deixa o coração a bater mais forte,
sentir devastador e doloroso
que tantas vezes faz perder o norte.

Alma sedenta de sentimentos,
capaz de virar o mundo do avesso,
em que as recordações viram tormentos.
Ser de memórias eternas possesso.

E esta sede de viver e sentir
nem sempre acalma e adormece o ser
antes no nosso intento persistir

e em cada dia um novo amanhecer,
ansiedade de ficar e fugir
de viver, esquecer, permanecer...
                                      Célia Gil

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Superar as adversidades

Célia Gil

(imagem do google)


Se a saudade chegar
num momento de fragilidade,
não a olhes com a ansiedade,
aproveita para a embalar
até que adormeça
e de ti se esqueça.

Se a tristeza te observar
não lhe ligues,
não a instigues,
que ela acaba por se afastar.
E pelo próprio cansaço
deixará o teu encalço.

Se a vida te decepcionar
não desistas logo à primeira
prossegue com foice certeira
até o objetivo alcançar.
Decepções todos temos,
mas a todas sobrevivemos!
                                   Célia Gil

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Foge da rotina

Célia Gil
(imagem do google)

Dias iguais passam inexoravelmente,
rotinas criadas como defesas
para nos sentirmos seguros, sempre!
Mas na vida nada é seguro, não há certezas.
E os dias passam, repetem-se.
A responsabilidade pesa toneladas
na nossa mente. Esquecem-se
as cores de novas alvoradas.
O conceito do inadequado à idade
impede-nos de sermos genuínos,
sobrepondo-se o valor da responsabilidade.
O compromisso com o emprego, 
nem sempre gratificante,
nem sempre estimulante,
torna-o no nosso pior degredo. 
Mas continuamos...
Repetimos rotinas durante toda a vida,
até deixar a vontade bem esquecida.
Porque nos acomodamos.

Ah, ser humano, sempre tão complicado!
Liberta-te da rotina,
não encares como sina
o teu existir triste e cansado.
Vive plenamente,
torna a vida sempre diferente
e verás
que tudo ganhará novo sentido.
E quem sabe, não encontrarás
o alter ego de ti tão perdido.
                                         Célia Gil


domingo, 29 de janeiro de 2012

Baba de camelo

Célia Gil
Hoje, como estive muito ocupada a estudar o dicionário terminológico da nova gramática (pois estou a fazer uma ação de formação), limitei-me a aspirar, limpar e fiz uma sobremesa muito conhecida, mas com uma variante, menos doce que a habitual, a baba de camelo:
Esta com pepitas de chocolate e caramelo moído

E esta com amêndoas laminadas e caramelo moído

E aqui vai a receita:

4 ovos
1 embalagem de leite condensado cozido
1 pacote de natas.

Misturo as gemas com o leite condensado com um garfo. Bato as claras em castelo. À parte, bato as natas até ficarem durinhas (as agros são fáceis de solidificar). Finalmente, envolvo tudo e o resultado é ótimo! Os meus filhotes e maridão são grandes apreciadores!

Bom apetite!
E uma excelente semana!


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